Indenizações chegam a R$500 mil.
Representando às vítimas do amianto, substância tóxica e altamente cancerígena, presente em materiais de construção e hoje proibida em mais de 60 países, o escritório Leonardo Amarante tem conseguido indenizações cujos valores chegam a R$ 500 mil.
À frente de mais de 300 vítimas da indústria do amianto, representando a Associação Brasileira de Expostos ao Amianto (ABREA), os advogados especializados nessa área têm estudado inúmeros casos no Brasil e no exterior para entender padrões da doença e mapear as principais características que ligam o uso da fibra aos diversos casos de doença.
Muitas vezes, o diagnóstico é retardado pela falta de vontade política e pela desinformação da população, incluindo os próprios profissionais de saúde.
Justiça do Trabalho do Rio condena
Uma das indenizações mais recentes foi dada pela Justiça do Trabalho do Rio, que condenou a Eternit a pagar R$ 450 mil à família de um ex-funcionário que trabalhou 27 anos na fábrica de telhas de amianto.
É uma das maiores indenizações individuais dadas até hoje e, segundo o advogado Leonardo Amarante, que entrou com a ação em 2016, não se trata apenas de uma compensação para os parentes, mas também tem uma função punitiva, tal como já usualmente acontece em tribunais no exterior, como o caso da justiça americana.
“As empresas sabiam do risco, poderiam ter diminuído a exposição e informado melhor os funcionários. Talvez tivesse minorado o sofrimento dessas pessoas”, avalia Amarante.



